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Date : 1 févr. 2018
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Date : 1 févr. 2018
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mosqué dachra gueblia Bousaada



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Date : 30 janv. 2018
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criscasty
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Elaine CrisXavante (Comitiva Esperança)'s TIGblog
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"O custo humano embutido nas Fábricas"



"A explosão arrasou o Edifício A5 numa tarde de maio do ano passado. Uma erupção de chamas torceu os tubos de metal como se fossem canudos jogados fora. Quando os operários na lanchonete correram para fora, viram uma fumaça negra saindo das janelas - era a área onde os empregados poliam milhares de estojos de iPads por dia.

Duas pessoas morreram na hora e mais dez se feriram. Quando os feridos eram levados às pressas para as ambulâncias, um em particular chamava atenção. O rosto lambuzado, atingido pelo calor e a violência da explosão, deu lugar a uma pasta preta e vermelha no lugar da boca e nariz.

"Você é o pai de Lai Xiaodong?", alguém perguntou, quando o telefone tocou na casa de Lai. Seis meses antes, o jovem de 22 anos havia se mudado para Chengdu, sudoeste da China, para se tornar mais uma das milhões de peças humanas da engrenagem que move o maior, mais rápido e mais sofisticado sistema de manufatura no globo. "Ele está com problemas", disse a pessoa do outro lado da linha ao pai de Lai, que não resistiu aos ferimentos.

Na última década, a Apple tornou-se uma das mais poderosas e bem sucedidas empresas do mundo. A Apple e suas congêneres do setor de alta tecnologia alcançaram um ritmo de inovação jamais observado na história moderna.

Contudo, os operários encarregados da montagem dos iPhones, iPads e outros aparelhos com frequência trabalham em condições terríveis, de acordo com empregados das fábricas, grupos de defesa dos trabalhadores e relatórios publicados pelas próprias companhias. Os problemas são tão variados quanto os ambientes de trabalho e os problemas de segurança - alguns mortais - são graves.

Os operários fazem horas extras excessivas, em alguns casos trabalham sete dias por semana e vivem em dormitórios superlotados. Alguns trabalham em pé por tanto tempo que suas pernas incham a ponto de quase não conseguirem andar. Empregados menores de idade ajudaram a fabricar produtos da Apple, fornecedores da companhia armazenaram inadequadamente lixo tóxico e falsificaram registros, segundo dados da empresa e grupos de defesa do trabalhador que, dentro da China, são considerados monitores independentes e confiáveis.

Mais preocupante ainda é o desprezo de alguns fornecedores pela saúde do trabalhador. Há dois anos, 137 funcionários de uma fornecedora da Apple a leste da China foram intoxicados depois de receber ordens para usar uma substância química venenosa para limpar as telas do iPhone. No ano passado, houve duas explosões em fábricas de iPad mataram quatro pessoas e deixaram 77 feridas. Antes mesmo destas explosões, a Apple havia sido alertada para as condições perigosas na fábrica de Chengdu.

A Apple não é a única empresa de produtos eletrônicos que opera dentro de um sistema de suprimento preocupante. Condições terríveis de trabalho foram documentadas em fábricas de manufatura de produtos para a Dell, Hewlett-Packard, IBM, Lenovo, Motorola, Nokia, Sony, Toshiba e outras.

Executivos da Apple dizem que a companhia adotou medidas importantes para melhorar as fábricas nos últimos anos. A empresa criou um código de conduta para seus fornecedores, detalhando os critérios a serem obedecidos em termos de trabalho e segurança. A empresa organizou uma campanha de auditoria. Abusos foram descobertos e correções foram exigidas.

Mas os problemas importantes continuam. Mais da metade das fornecedoras inspecionadas pela Apple violaram pelo menos uma norma do código de conduta a cada ano desde 2007, de acordo com relatórios da Apple.

"A Apple nunca se preocupou com qualquer outra coisa a não ser melhorar a qualidade do produto e reduzir os custos de produção", disse Li Mingqi, que trabalhou até abril na administração na Foxconn, uma das mais importantes parceiras da Apple na China. Li, que está processando a Foxconn por ter sido despedido, trabalhava na fábrica de Chengdu quando ocorreu a explosão.

A Apple recebeu um resumo deste artigo, mas não quis comentá-lo. A reportagem foi baseada em entrevistas com mais de 30 funcionários, antigos e atuais, e contratantes, incluindo alguns executivos com conhecimento do grupo de responsabilidade do fornecedor da Apple.

Emprego. Quando conseguiu o emprego na Foxconn, Lai Xiaodong sabia que a fábrica em Chengdu era especial. Os trabalhadores estavam produzindo o mais recente produto da Apple: o iPad.

Lai, que consertava máquinas da fábrica, logo de início notou as luzes quase ofuscantes. Os turnos eram de até 24 horas e a unidade estava sempre iluminada. A qualquer momento, havia milhares de operários em pé nas linhas de montagem, agachados perto das grandes máquinas ou correndo entre as plataformas de carga. As pernas de alguns estavam inchadas.

Cartazes nas paredes alertavam os 120 mil empregados: "Trabalhe com afinco no seu emprego hoje ou vai ter que trabalhar duro para encontrar um emprego amanha". O código de conduta da Apple estabelece que, salvo em circunstâncias excepcionais, os operários não devem trabalhar mais de 60 horas por semana. Mas na Foxconn, alguns trabalhavam bem mais, segundo entrevistas, holerites e investigações de grupos independentes.

Lai logo passou a trabalhar 12 horas por dia, seis dias na semana. Havia "turnos contínuos" e então os operários recebiam ordens para trabalhar 24 horas seguidas. O grau universitário permitiu que o jovem ganhasse um salário de US$ 22 por dia, incluindo horas extras. Ao sair do trabalho, ele se recolhia num pequeno aposento, suficiente para abrigar um colchão, um guarda-roupa e uma mesa....

(Charles Duhigg e David Barboza)

...continue lendo aqui: http://economia.estadao.com.br/noticias/neg%C3%B3cios,o-custo-humano-embutido-num-ipad,100770,0.htm

OBS. pessoal:   Isso é revolução tecnológica??!! Enquanto uns aproveitam outros são esmagados? As fábricas são assim desde sempre, só muda o que se monta, o que se produz. Sem evolução em Direitos Humanos, Justiça, Valores Essenciais, Igualdade, nada pode ser chamado de Revolução! Desculpe, mas eu posso falar, eu não faço nem tenho a maioria das coisas que a humanidade acha que deve fazer ou comprar para seguir seus dias. Eu vou atrás do que verdadeiramente necessito para levar adiante o contrato terreno e, mesmo com o pouco que tenho me sinto mal, muitas vezes, pois nunca se sabe a real carga de sofrimento humano e ambiental que cada produto que adquiri carrega.


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Elaine CrisXavante (Comitiva Esperança)'s TIGblog
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"A Lógica do Dinheiro Grosso Contra o povo Miúdo"...C.M.



"Qual o sentido em se despejar violentamente cerca de 1.660 famílias pobres, que já estão construindo suas casas, que mal ou bem abrigam-se sob um teto e erguem uma comunidade, para depois cadastrá-las nas intermináveis filas dos programas de habitação social que para atende-las terão que adquirir ou desapropriar glebas, viabilizar projetos, contratar obras até , finalmente, um dia --se é que essa dia chegará--  devolver um chão e alguma esperança de cidadania a essa gente? Mas, sobretudo, qual o sentido dessa enorme volta em falso quando o único beneficiário da ação policial violenta contra a ocupação de 'Pinheirinho', em São José dos Campos (SP), chama-se Naji Nahas? Dono do terreno, com dívidas de R$ 15 milhões junto à prefeitura local, Nahas é um especulador  notório,tendo sido preso em  julho de 2008 pela Polícia Federal, na operação Satiagraha, junto do não menos notório banqueiro Daniel Dantas, ambos acusados de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro... Qual o sentido? O sentido é justamente esse, apenas esse: a supremacia do dinheiro grosso contra o povo miúdo.  "

Fonte: Carta Maior


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Rastro de Destruição para Acumular Riquezas...



Distribuir em partes iguais é a certeza de que cada um irá permanecer no riscado que lhe cabe??

Para um indígena, por exemplo, a vida rumo a lógica do respeito é a que decreta as regras.

Não mexam com suas áreas de existência que essas comunidades seguem os dias cuidando deles e contribuindo com a sustentação de todo o Planeta.

Eles apenas retiram da Natureza o que é para a sua exclusiva sobrevivência!

Coisa que o homem branco (que se diz estudado, intelectualizado, "civilizado") não sabe (nunca soube)  fazer com o território que habita, destrói os que invade e ainda quer sumir com os povos da terra que resistem, em um número muito menor hoje, para se apropriar e ampliar o rastro de destruição.

Um indígena tem todo o direito de alterar seu comportamento quando se sente agredido por aqueles que acham que ele não é nada mais que um obstáculo atrapalhando as ídéias de gente que só funciona na lógica do capital.

Existem terras fartas, amplas, largas e férteis o suficiente para para os negócios, para plantação e exploração que gera dinheiro! Não há necessidade de querer mais e mais para acumular riquezas e inflar uns poucos que nunca acham que é o bastante.

Eu rezo à Deus para fortalecer o poder, que já é natural, dos povos da terra em todo o globo, para que possam se defender, continuar e fazer justiça!


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Los tiempos de ayer y hoy - Globalizacion en Argentina


Acerca de esta categoría: Media


 

Video realizado para la materia Politica a cargo del Prof. Pablo Croci, del Colegio Calasanz. Recorre en forma de ficcion, y videos de archivo y fotos, lo que fue el proceso de globalizacion en la Argentina. Integrantes de grupo (5ºA 2008) Christian Riccio - Lucas Edgar Diaz - Martin Bustos Ferre - Alejandro Gulisano - colaboracion actoral de Joaco Renna.

Edicion, Locucion y fotografias de Cristina Kirchner, a cargo de Julián Profeta.

JULIANPROFETA.COM.AR


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Millenniums, we'll stay ...


Relacionado a un país: Canadá


 

Hey TakingITGlobal friends,
 
Here I share with you a poem I wrote about the M-Network. The Millennium Network is a community and organization of dedicated, motivated, and hardworking people with a common goal - Leadership Development as a vehicle for social change.
 
As a 2008 Provincial Laureate of the Millennium Excellence Scholarships, I am an active member of the M-Network. 
 
Please don't hesitate to add your comments, suggestions and thoughts. Bonne lecture :)
 
Millenniums, we'll stay ...
 
 
Poem started on 11/11/11
& finished on 15/11/11
by
Yassir El Ouarzadi
Millennium Network member
 
 
Millenniums, we were ...
Millenniums, we are ...
Millenniums, we'll stay ...
 
*********
 
Working together, paving the way ...
Dreaming together of a better day ...
 
*********
 
Le Réseau du Millénaire nous a marqués ...
À maintes reprises ... À tout jamais ...
 
*********
 
Dans un monde en constante mutation,
Il nous rappelle nos réelles passions,
Nos valeurs communes, notre essence;
L'engagement citoyen et l'excellence ...
 
*********
 
Imagine a community of young leaders ...
With multiple talents... Coming from all corners ...
But sharing one goal, now, tomorrow and forever ;
Making their communities better, greater, stronger ...
 
*********
 
 That's the M-Network ...
A network not only to network ...
But to learn and grow together ...
To make Canada and the world better ...
 
*********
 
Il nous arrive tous de rêver ...
Et de voir nos rêves s'envoler ...
Il m'arrive, parfois, de rêver,
Et de voir mes rêves se réaliser ...
 
*********
 
Le Réseau du Millénaire est là ... pour nous aider ...
À rêver, mais surtout, à agir, grandir et se développer
Pour transformer ces rêves en réalités ...
Développer des leaders chevronnés ...
Des leaders proches de leurs communautés.
 
*********
 
Millennium friends ... you know...
Eleanor Roosevelt once said ...
"The future belongs to those
who believe in the beauty of their dreams"
Let's all believe in the beauty of our M:dreams !

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Lisa Campbell Salazar's TIGblog
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Changing Winds


Acerca de esta categoría: Salud


Youth and Harm Reduction

It's been way too long since I updated this blog!  So many things have been changing in my life lately.  For the past few years I have been working as the Coordinator of the TRIP! Project, a youth-led harm reduction initiative that serves Toronto's diverse dance music communities. It has been such an amazing opportunity to work with TRIP!, especially since I've been with the program as a volunteer since 1999.  Through being in the coordinator role I've had the opportunity to work on some super cool projects, from being apart of the Youth RISE International Working Group, to collaborating with our sister project DanceSafe in the USA. I have learned so much about what youth-led harm reduction programs can look like, and why it's imperative that youth are involved at every step in creating, shaping and maintaining them. Over the past few years we have sprouted so many new initiatives and projects that work to improve the health and lives of young people who use drugs. Many workshops, conferences and trainings later, I am so inspired by the work we've done, and excited about next steps.  

In the last month I have taken a leave of absence from TRIP! to Coordinate the Queen West Harm Reduction Program at Central Toronto Community Health Centre. I am hoping to bring the same innovation to our broader harm reduction services, including better kits, as well as finding better ways to get the word out about our harm reduction services to our target populations.  Every day I learn something new, from how to say crack and heroin in Chinese, to how to pack a pipe!  I am finding ways to integrate my media and research skills into the job already, and we are already looking to experiment with collecting data on mobile phones. We are currently piloting a new software called NEO to log our needle exchange statistics for OCHART. Before NEO we logged everything on paper, so we are saving ourselves hours of work already! The outreach workers still use paper stats, so I'm hoping that if we introduce mobile phones we may be able to save them some time too. Being in this new role is a great challenge, but already I miss working directly with youth!  Still keeping my eyes on the horizon for new opportunities for the future. 

I feel like these next steps in my career will really shape the direction I decide to go in.  I've always been passionate about harm reduction, youth and new media, but the question is what is next?  How do I channel my passions in a direction that will put me where I want to be in the future?  Before working with TRIP! I always thought that in order to make change we had to rally on the outside to transform power.  Now I am all about working from the inside, and collaborating with agencies, governments and international bodies that have the power to make change.  In the future I would love to work for the World Health Organization or UNAIDS in actually shaping some of these polcies that effect service delivery.  I want to use my grassroots experience as fuel for transforming the system itself, advocating for young people who use drugs and their human right to health.  


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João Carreiro e Capataz - "O que essa Moça fez aqui"




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"Presos, dois garotos se desejavam em segredo. Ninguém podia saber" por Luiz A. Mendes



"Aquele era o buraco no qual eles eram esvaziados do que havia de melhor em suas vidas. A lembrança do mundo guardada na memória ainda empolgava seus corações adolescentes. Tudo que lhes importava de verdade faltava.

Aquele mundo os espremia, doendo a cada segundo. Sombra do que haviam sido, seus gestos não eram reais. Tudo vagava perdido e confuso.

A vitalidade sexual pulsava ansiedade em cada uma de suas moléculas. A adrenalina forcejava veias intumescidas. Presos por delitos graves, eles enfrentavam consequências gravíssimas. Resistiam, embora sangrando desatinadamente. Submetiam-se ao despotismo dos policiais, anulando-se para ressurgir sempre.

O sexo, como a vida, brotava deles em gotas de suor a encharcar seus uniformes de brim grosseiro. A pele, curtida ao sol, na escravidão da enxada e do enxadão, estava sempre escura. Seus rostos viviam afogueados de desejos insaciados. Olhos de fogo devoravam os garotos menores. No silêncio inteiro exigido a ferro e fogo, vidas eram afogadas em melancólicas tristezas. Mãos socavam o saco, minando energias nas noites mal dormidas.

Trancados em segredo, eles se queriam. Um amor que ainda não era os envolvia. Apaixonados, sedentos dos olhos desejosos do outro, eles se escondiam. Ninguém poderia saber. Os guardas os espancariam e os jogariam na cafua, depois meses sem fim na cela forte.

Temiam a desumanidade dos policiais e a escuridão da cafua. Mas temiam muito mais a censura e o preconceito dos companheiros. Seriam escorraçados do convívio. Humilhados barbaramente e para sempre. Nunca mais seriam considerados iguais. E a caminhada, eles sabiam, não parava ali.

Consideravam-se criminosos. Estavam cooptados pela cultura criminal nascida espontaneamente nas instituições para menores de idade infratores do estado. Aquela era a única defesa. A promessa incrustada no fundo da alma de que alguém haveria de pagar por todo aquele sofrimento. O ódio aos “otários”, ao “zé povinho”, os unia e gerava forças para tudo resistir. Futuro era negro. Prisão e morte faziam parte do cardápio.

Os riscos eram imensos. Mas aquela vida pela metade, cortada por desejos insatisfeitos, já era impossível. Não havia como suportá-la mais. Havia um delírio que os extraía da dor, misturando suas almas na febre dos olhares. Namoravam-se longamente, mas conversavam pouco. Não podiam despertar suspeitas. Escreviam cartas, criavam códigos e aprendiam a falar e ouvir com os olhos.

Toda a emoção que os sufocava no silêncio os tornava vivos também. Procuravam os cantos, as mãos tremiam de ansiedade pela carne do outro. Os lábios ficavam moles na presença. Procuravam dormir em camas próximas para tomarem banho juntos. Era perigoso. Os guardas vigiavam, os companheiros suspeitavam. Quando conseguiam ficar próximos e nus, o perigo era a excitação a denunciá-los.

Não aguentavam mais. Necessitavam do real. Tudo resvalava e se esvaía nos olhares. Eles se queriam e assumiram os riscos. O desejo pulsava, havia um calor úmido na boca. As emoções se tornaram tão evidentes que já não ligavam para a reputação. A proteção mútua com que se cercavam ruía. O caminho era inevitável, mesmo que custasse tudo.

Jogo de homens

Só havia um jeito de burlar a vigilância dupla. De madrugada, tentariam. Combinaram: se não desse certo, fugiriam juntos. Tudo era decisão na noite calada. Nas pranchas de madeira do assoalho irregular, o medo e aquilo que não espera se misturam. Não há carícias na urgência. É um jogo de homens. Exprimem apenas o impossível de exprimir. Esguios em seus corpos juvenis, se angustiam na posse de toda aquela natureza comovente. O susto e o receio os excitam ao extremo, foram cedendo. Tudo era para ser aceito, não compreendido.

Varridos pelo abismo do prazer que apontava o infinito, libertam a grande pressão. O deserto de suas almas se enche da solidão universal. Já não bastava a realidade, não havia mais chance ou ocasião a perder.

E, quando voltaram às suas camas, tudo mais era sucata do passado. Que decisão tomar? Depois da pequena morte, havia outra forma de considerar todas as coisas. Nada mais era tão implacavelmente necessário do que construir para sempre o que foram por segundos.

Já, agora, eram insuficientes e incompletos. Estavam surpresos. Não conseguiriam mais ir além sozinhos. Somente com o outro havia significado. Não havia mais lembranças ou previsões. Queriam o mundo nas mãos e não podiam interromper mais.

De manhã cedo saíram do alojamento com as fotos e os objetos mais queridos. Enquanto os meninos tomavam o café da manhã para seguirem para a lavoura, eles pulavam o muro atrás da cozinha e corriam pelo pomar. Aquela era mais uma forma de amar que valia a pena."

*Luiz Alberto Mendes, 58, é autor de Memórias de Um Sobrevivente, sobre os 31 anos e 10 meses que passou na prisão.

http://revistatrip.uol.com.br/revista/204/colunas/meninos-que-amavam.html

 


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Manifesto: Floresta Faz a Diferença!!



Você pode assinar, ajudar, contribuir, espalhar, tentar!!!!

http://www.florestafazadiferenca.org.br/assine/

O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável é uma coalizão formada por 163 organizações da sociedade civil brasileira contrárias ao PLC 30/2011 aprovado pela Câmara dos Deputados.

Lançado em 07 de junho de 2011, o Comitê pretende mobilizar os brasileiros a manifestarem sua discordância e com isso, sensibilizar os senadores para a aprovação de uma lei que:

• Garanta efetivamente a conservação e uso sustentável das florestas em todos os biomas brasileiros

• Trate de forma diferenciada e digna agricultores familiares e populações tradicionais;

• Garanta a recuperação florestal das áreas ilegalmente desmatadas;

• Reconheça e valorize quem promove o uso sustentável;

• Contribua para evitar desastres ambientais e ajude a garantir água de boa qualidade para as cidades;

• Acabe de vez com o desmatamento ilegal

- Trecho do site do Manifesto.


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Almoço metido a indiano - conchiglie ao curry


Acerca de esta categoría: Cultura


Sabe quando você tá querendo um tempero diferente sem ter muito trabalho pra cozinhar?

Tchamtcham! =)

Ingredientes:

1 abobrinha grande cortada em rodelas/cubos
1 beringela cortada em rodelas
2 dentes de alho espremido
1 cebola pequena ralada
1 caixinha de creme de leite
1/2 copinho de requeijão (usei o 1/3 que tava no fim)
curry
1 tico de knorr, sal, pimenta branca, cravo da índia, pimenta calabresa e aquela de bolinhas coloridas
macarrão (usei o conchiglie pq tinha, mas com penne ou fettucine tb deve ficar bom)

Modo de Preparo:

Doure o alho e acrescente a cebola com o knorr e a pimenta. Coloque a abobrinha, a beringela, deixe dar uma tostada, depois bote o creme de leite, o requeijão e o curry (botei 2 colheres).

Dica de trilha sonora no estilo Bollywood soundtrack:

http://blip.fm/BollywoodReblogged

PS: se sobrar molho, no outro dia é só cozinhar um peito de frango, picar e colocar no meio =) Ou então dar sorte de achar aqueles pães indianos maravilhosos e ir comendo mergulhando na panela =) #lavoisier

PS2: isso cheira tão incrivelmente bem... =)


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"Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido." (Ana Jacomo)



"Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade. Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido."
(Ana Jacomo)


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A globalização da Revolta!



"O que há de comum entre as mobilizações da Tunísia, Egito, Iêmen e Síria, com as do Reino Unido, Itália e Chile; Portugal e Grécia; as da Espanha com as dos Estados Unidos?

Muita coisa, mas vamos com calma. A lista de diferenças é ainda maior. Mesmo na Primavera Árabe, a Revolução Jasmim, da Tunísia, e a Revolução de Lótus, do Egito, floresceram em um mesmo terreno, mas são espécimes diversos.

Respeitadas essas diferenças, o que há de semelhante pode e deve ser considerado global. Há questões econômicas, sociais, políticas e culturais comuns.

A mais evidente é a indignação contra as desigualdades econômicas e sociais e a dominação política que as mantém e as faz aumentar. O slogan novaiorquino “somos os 99%” estampou a sensação de que a maioria vive no mundo da carência por se deixar dominar politicamente pelo 1% que vive no mundo da opulência. A mesma ideia ganhou diferentes expressões em todo os cantos. É um sentimento global compartilhado.

A crise internacional é um fator comum. Ela tem gerado a revolta contra o mundo das finanças, que mandou as pessoas desocuparem suas casas hipotecadas, nos Estados Unidos, que demitiu servidores públicos na Grécia, que desempregou em massa na Espanha. A inflação mundial, com tendência de crescimento, tem como uma de suas vertentes o encarecimento dos alimentos, que afeta mais diretamente a população pobre. Este foi um problema de fundo na Tunísia, no Egito e no Oriente Médio. A estagnação econômica elevou o desemprego e todos se perguntam por que os governos ajudam os bancos, mas não ajudam as pessoas em pior situação.

A maneira como os manifestantes foram tratados também tem traços em comum. Primeiro eles foram tidos por vozes isoladas; depois, provocadores, baderneiros, criadores de confusão. O governo sírio chamou os revoltosos de gangues. As autoridades britânicas também. O Partido Conservador cogitou criar um esquadrão especial antiprotestos e restringir o uso da internet, o que, convenhamos, são propostas para ditador algum botar defeito.

O ativista Kevin Young, da Organização por uma Sociedade Livre, dos EUA, uma das organizadoras da marcha “Ocuppy Wall Street”, relembrou o ensinamento de antigos militantes, segundo os quais "primeiro, eles ignoram você. Depois, eles riem de você. Em seguida, eles atacam você, e então você os vence".

Há uma revolta global contra a esclerose das referências políticas tradicionais. Isso vale para a Tunísia, o Egito, a Líbia, o Iêmen, mas também para a Europa, os Estados Unidos e o Chile. No caso das ditaduras, a esclerose estava associada à figura dos próprios ditadores. Ocorre o mesmo com Berlusconi, na Itália. Nos demais países, a esclerose é dos partidos, que não se renovam ou não empunham projetos alternativos, menos capazes ainda de encampar a defesa da igualdade.

As manifestações tiveram referências espontâneas, mas contaram com o apoio e o ativismo de várias organizações, algumas mais, outras menos consolidadas, mas todas essenciais para que a indignação tomasse as ruas. O desafio é justamente conseguir canalizar a energia de sua espontaneidade para referências políticas capazes de montar coalizões governantes e disputar projetos de poder em seus países.

Há mudanças demográficas globais em curso afetando principalmente jovens, mulheres e idosos. Surgiram novas formas de expressão cultural e novos hábitos de consumo de informação. Há uma revolta contra a velha mídia por conta da deturpação ou omissão de informações, do sarcasmo contra os pobres e da celebrização dos opressores.

As marchas desmentiram aqueles que por aí diziam que havia acabado a época das grandes mobilizações populares, e que as novas maneiras de protestar eram cada vez mais individuais e virtuais. A comunicação eletrônica, ou autocomunicação de massa (como diz Manuel Castells), deu fôlego às manifestações, facilitou a mobilização, protegeu ativistas, disseminou a revolta.

O feitiço virou-se contra o feiticeiro, e a tão propalada globalização agora ganha a forma de protesto, com cores muito diferentes, mas com um leve toque de jasmim."

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5255
Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política. As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente opiniões do Instituto.


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Fernando Leibowich Beker
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Francis
Franziska Seel
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Frederico Martins Quintão
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Gabriela Alvarez
Gabriela Carla Sanchez Galindo
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Mesa de Concertación Juvenil C. de Bs. As.
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